Em se tratando de vendas,
seja em que segmento de mercado possamos pensar, uma pergunta sempre se faz
presente: – Qual o papel do gerente de vendas?
Se tomarmos como exemplo
algumas situações fundamentais para o sucesso desta atividade, vamos buscar
entender esta figura chave, e como a função pode ser mais bem desenvolvida,
através de suas atribuições desejáveis. O gerente deve ser mais que um chefe na
hierarquia: deve atuar como uma ponte para melhores resultados.
Para começar, ele tem como
maior missão fazer com que os profissionais sob seu comando realizem
diariamente (e com sucesso), as suas responsabilidades principais que são:
Atender bem, prospectar, vender e fidelizar clientes. Deve também garantir o
cumprimento das obrigações acessórias, aquele conjunto de tarefas e atribuições
que varia de acordo com a empresa ou porte da organização, mas que pode ser
resumida nestes tópicos:
-Primeiramente ele deve ter
total domínio de técnicas de venda, exposição e persuasão. Mais que isso, deve
estar capacitado a multiplicar sua expertise para a equipe e fazer isto com
humildade. Em segundo lugar, deve conhecer a fundo sua empresa, seus produtos e
serviços, de modo viabilizar as operações de maneira eficiente, todos os dias
da semana. Mas, a realidade é que poucos profissionais estão maduros o
suficiente para aceitar que necessitam de treinamento e reciclagem constantes.
Vender é uma prática que se desenvolve treinando.
- Deve ser responsável pelos
formatos e estruturas da força de vendas. Isto inclui as tarefas pertinentes à
avaliação, coordenação de ações em campo (ou na loja), canais de distribuição e
manutenção das sinergias resultantes entre a equipe e os clientes, de forma
direta e assertiva. Deve buscar ter voz ativa no planejamento estratégico, pois
se vendas não participar do marketing, o marketing eliminará a força de vendas…
- Consolidar ou definir as
estratégias de vendas para os produtos e serviços, controlando a adaptabilidade
em relação á formação de preços, margens e variáveis comerciais da oferta, bem
como administrar as relações entre centros de custo. Dependendo da complexidade
de suas atribuições, deve efetuar as previsões e negociar melhores condições de
aquisição, divulgação e renovação de estoques. Caso contrário, ele apenas cuida
do escritório, filial ou ponto de venda, como um zelador. Ele precisa entender
a estratégia da empresa e cumpri-la de forma cada vez mais eficiente.
- Um gerente de vendas deve
ser especialista em motivar pessoas e isto significa conhecer bem os
colaboradores da sua equipe. Deve respeitar seus limites, saber ouvir
necessidades e dificuldades, direcionando os esforços para uma visão
convergente. Deve saber também como contratar a pessoa ideal e treiná-la para agir
de forma eficiente e comprometida. Não adianta reclamar com o RH se a equipe
não está a contento: isso é atribuição do gestor e não de terceiros.
- Avaliar o desempenho não
somente da venda, mas dos vendedores e de si mesmo. Cabe ao gerente criar
indicadores claros e objetivos para medir sua força de vendas. Avaliar apenas o
volume de vendas é como olhar para as estrelas: nelas está apenas o reflexo do
passado. Gerir estoque, então nem se fala. O gerente deve ter condições de
diagnosticar tendências e capacidade de efetuar correções, diariamente. Mais
ainda: deve estabelecer indicadores-chave do desempenho qualitativo.
- Desenvolver planos de
incentivo e recompensa alinhados com as necessidades da empresa e com a
expectativa da equipe. Pagar vendedores para vender quantidades, cria
distorções e impede a comercialização de itens com maior margem de
contribuição. Além da quantidade, a curva de crescimento das vendas, oxigenação
de carteira, comprometimento e o atendimento devem ser outros fatores de
bonificação. Caso contrário, surgirão problemas.
Além disso, é necessário que
o empreendedor saiba como identificar e contratar estes gestores. Conhecimento,
flexibilidade, inovação e experiência são pré-requisitos, mas isto não é tudo.
Fazer cálculos, conhecer o sistema vendor ou HP 12C, não é suficiente. O
gerente de vendas deve ser um grande vendedor e uma pessoa cativante. No
mínimo, um bom administrador de equipes, com excelente relacionamento
interpessoal e estilo de liderança que privilegie o desenvolvimento profissional
e visão de longo prazo, que esteja sempre disposto a defender seu time, caso
contrário será apenas mais um chefe chato.
O gerente de vendas, então,
deve estar atento para a regra de ouro da liderança: Dar o Exemplo e
Incentivar Boas Práticas. Este comportamento dirige uma mensagem clara a
todos: Eis o que valorizamos aqui! Além do mais é preciso conhecer seu perfil
psicológico, pois muitas empresas promovem os “melhores vendedores” à gerentes,
sem se atentar se ele tem ou não experiência em gestão de pessoas.
Neste caso,
perdem-se dois profissionais: Um bom vendedor e um possível gerente. A verdade
é que nem todo especialista é bom gestor.
Todo gerente deve saber que
vender não é tarefa dura, e começar desde já a vender de forma inteligente,
fazendo sua equipe seguir seus passos. Costumo dizer em meus cursos: sale
smarter, not harder. Muitas oportunidades são desperdiçadas por scripts
estúpidos (não importa quanto a empresa tenha pago a uma consultoria para
criá-los), campanhas mal costuradas, treinamentos infantilizantes e falta de
preparo do vendedor. Muitas vezes, principalmente no varejo e indústria, o que
vemos é alguém falar exatamente o que está escrito no catálogo técnico e, isso,
não vende nada!
O gerente não é,
necessariamente, “quem conhece tudo”, mas deve ser uma pessoa capacitada e que
seja capaz de implantar na empresa a famosa metodologia japonesa “Genchi
Genbutsu”, que significa “vá ver o lugar real e a coisa real”. Implica que os
gerentes devem ir até onde tudo ocorre, para serem capazes de analisar e
entender o que está acontecendo na loja, no cliente, no mercado. É uma maneira
de se envolver pessoalmente e diretamente com as situações verdadeiras e, a
partir daí se empenharem em realmente encantar o cliente e trazer resultados
financeiros e institucionais sustentáveis.
Finalmente temos que
considerar os aspectos puros da liderança. Cada pessoa tem sua história e se
expressa de muitos modos. Isto significa que as atitudes pessoais e
profissionais refletem o seu nível de comprometimento com a empresa e o gestor.
É bem complexo mapear estas variações, no entanto o gerente deve buscar
identificar as ações apropriadas para cada pessoa e estimular seu
desenvolvimento. Mas, uma coisa é certa: Em todas as ocasiões, se o
profissional não perceber a vantagem coletiva ou individual nesta relação, ele
se torna resistente ao sistema como um todo.
Assim, o gerente de sucesso é
quem consegue alinhar estes comportamentos e competências e, realmente
colocá-las em funcionamento na rotina de suas operações. Os outros são meros
produtores de planilhas ou alimentadores de dados em sistema. Acredite que as
vendas intuitivas ainda funcionam, pois mesmo a mais técnica das abordagens
depende de vender – primeiro – confiança e entusiasmo.
Luís Sérgio Lico é Palestrante,
Consultor
e
Educador Corporativo. Doutorando em Filosofia, Mestre em Ética e
Especialista em Pedagogia Empresarial. Destaca-se por desenvolver novas
metodologias e estratégias de treinamento inovadoras e sustentáveis.
Seu trabalho une ampla experiência empresarial com aguda visão
diagnóstica para estratégias diferenciadas. Suas palestras e cursos são
desafiadores, descontraídos, envolventes e agradáveis, oferecendo plena
liberdade de interação. Através de sua energia
motivadora, aliada aos vastos horizontes da Filosofia, busca criar o
espaço de condições para se obter resultados consistentes. Por isso, é
considerado como um dos
instrutores e
palestrantes mais diferenciados da atualidade. Mais de 65.000
profissionais já estiveram em seus cursos e palestras em todo o Brasil
Diretor da Consultive Labs, Professor e ex-Coordenador Pedagógico dos cursos corporativos da Unisescon/Trevisan; Membro do GEP - Grupo de Excelência em Estratégia, Inovação e Planejamento do CRA/SP - Conselho Regional de Administração de São Paulo; Consultor em Educação Corporativa do Sindiclube; Professor de Pós-Graduação em Psicologia Organizacional, Gestão de Mudanças e Gestão de Pessoas e Designer de Conteúdos; Autor dos Livros: O Profissional Invisível, Fator Humano e Onde todo Homem é uma Pátria.
Diretor da Consultive Labs, Professor e ex-Coordenador Pedagógico dos cursos corporativos da Unisescon/Trevisan; Membro do GEP - Grupo de Excelência em Estratégia, Inovação e Planejamento do CRA/SP - Conselho Regional de Administração de São Paulo; Consultor em Educação Corporativa do Sindiclube; Professor de Pós-Graduação em Psicologia Organizacional, Gestão de Mudanças e Gestão de Pessoas e Designer de Conteúdos; Autor dos Livros: O Profissional Invisível, Fator Humano e Onde todo Homem é uma Pátria.
Contatos:
ola@consultivelabs.com.br -
www.consultivelabs.com.br
Não sei se me repito, mas
acho que vale a pena. Quando o Obama foi eleito, nós aguardávamos o mundo
voltar ao normal. Depois da próxima crise da Europa, a desocupação da reitoria
ou face às últimas lamúrias dos ministros depostos, teremos o mesmo falso
sentimento.
Mas… Não, não voltará! Pelo
simples fato que o mundo nunca foi o mesmo, especialmente após as revoluções
tecnológicas e sociais dos últimos 25 anos. Um quarto de século e não mais
reconhecemos a rua onde moramos. Mas continuamos, de certo modo, enredados por
ainda desconsiderar salvaguardas e acreditar em paradigmas quando há, na
verdade, paradoxos.
Foram-se os bons tempos do
chiclete com banana. O gigante despertou, mas a propaganda é de whisky! No mercado,
hoje é dia de crise com laranja, acidez bancária e bolsas com cebolas ao molho
grego. Mídias sem filtro e obviedades totais, há muito denunciadas por quem
realmente estudou e tem experiência. Não devo correr o risco de ser original.
Além destes mestres, Sexto Empírico, milênios atrás, já escrevia contra os
matemáticos e a arrogância dos especialistas. No agora, estamos contra
os experts, economistas, governos e corporações que fazem contabilidaudes,
audiotarias e matemágicas.
Hoje, mais do que antes, as
coisas não mudaram, para acalmar a multidão ansiosa, precisa-se de futurólogos
para fechar a pauta das seis e chancelar as tendências imaginárias dos mercados
voláteis. Todos devem ouvir opiniões frescas no jornal das oito. Precisa-se do
subliminar e da crueldade: cortejos de motorneiros de metrô, acusando pelo
alto-falante, os usuários pela baixa qualidade do serviço. Comissões que devem
decidir o que será decidido, aprovações relâmpago antes que alguém infiltre um
repórter-mirim e perguntem sobre a hemorragia ética. Precisamos de livros que
nos digam sobre o óbvio, porque todos querem o sucesso, mas ninguém sabe sequer
definir a si mesmo.
Quanto ao fato estridente
destas informações postadas como conhecimento, modificarem sua vida, deixe-me
explicar o que ocorre: todo mundo sabe o que dizer e como salvar sua empresa ou
seu dinheiro, depois que tudo aconteceu. Todos apontam para onde a enxurrada
vai passar e o que você deve fazer para se desesperar melhor. Não entre neste
crediário e será mais feliz. Eu garanto! Aliás, quem garantia era Raul, ao
dizer que todo mundo explica tudo, como a luz acende e o avião pode voar!
A coisa toda me lembra a
brilhante análise de Marx no 18 Brumário de Luís Bonaparte, (alguém leu?
Não? Xii! Desculpe!). Como disse alguém, a explicitação foi incrível. Pena que
o fato já havia ocorrido e o relato mera reconstituição da lógica e sincronia
entre os acontecimentos, a título de validação da teoria. Estas formações
discursivas do opinativo não devem fazer você sentir-se desmotivado. Somente
quem já está em dificuldades, especulou em derivativos ou depende urgentemente
de crédito para sobreviver, sentirá a ressaca globalizada. Mas, como as
marionetes, em última análise estão presas nas cordas, certamente haverá
solavancos e alguns fios irão romper.
Isto significa que a maior
parte da economia, incluindo eu e vocês, absorverão as mudanças. Volta e meia
alguém grita: Crise! Mas, a crise não passa de uma metáfora para descrever
aquilo que os especialistas perderam a possibilidade de entender. Então o Banco
Central entra no samba técnico ou alguém vêm à mídia para opinar e
“tranquilizar” os mercados. Ora, o mercado é você que tem dinheiro para
investir. Ponto. Você também é responsável.
Naturalmente, para a massa e
devido à fraqueza de nossas relações com as instituições, ou seja – nossa
cidadania de segunda classe -, os cidadãos poderão arcar com mais impostos,
majoração de alíquotas e criativas novas taxas de fornecimento de serviços. A
grande histeria que se seguiu aos acontecimentos iniciados pelos recentes
incidentes internacionais foi um alerta para as fragilidades do sistema mundial
e para a falta crônica de ética nas operações dos “mercados e economias”. A mão
invisível esconde a chaga do egoísmo, da ganância e das posturas aéticas,
afinal quem é que mantém o preço quando há procura?
Nesta nova configuração das
forças mundiais, mesmo que utopicamente podemos ter a oportunidade de
demonstrar nossas maiores capacidades, entre elas de inovação e produção de
excelência, sem fritar o meio ambiente ou imbecilizar a nação. Mesmo mal
passados, temos talentos e se injetarmos um pouco de cultura e educação (boa
educação, quer dizer valores e não o currículo do MEC) e, aproveitando a onda
higienizarmos a contaminação alienígena que instrumentaliza as mentes e impele
as classes mais ignorantes aos paraísos insustentáveis de consumo, sem a devida
escala no respeito ao próximo, tudo andará bem.
Se ousarmos acreditar em
fomentar nosso desenvolvimento através do estímulo ao conhecimento, saneamento
político e racionalização das leis, daremos o salto estratégico que nos levará
a liderança mundial em inúmeros setores, quem sabe, até na área tributária, tão
pernóstica e ultrapassada, com seus pequenos homens preocupados em gerir
empresas, tributos e pessoas como quem toca gado; maltratando a manada de
milhões, apenas com o olho na rês que pode fugir.
Enquanto isso não ocorrer,
teremos que conviver com estados paralelos, corrupção sistêmica e a violência
em todas as esferas da sociedade. Fica também prejudicada qualquer iniciativa
que garanta um pouco de justiça ou equilíbrio ao tecido social, pois é uma luta
desigual do direito contra a economia de mercado, onde a sobrevivência da
corporação – neste modelo, diga-se – somente é possível através do aumento
incessante da produtividade, redução de custos e inovação tecnológica com
domínio de novos mercados. É o triângulo do diabo!
De qualquer modo, não vivemos
mais uma era romântica, onde os homens, livres do trabalho, se dedicariam a
outras coisas. Nem podemos mais nos permitir ser ingênuos, pois todo o grito de
luta, ao mesmo tempo esconde o interesse particular. Tempos, certamente
difíceis, onde não há um lado “certo” à escolher e um motivo realmente justo
por que lutar, excetuando-se, como disse, a resistência contra as corrupções.
O lado bom disto é que a
inteligência e as competências são desafiadas a todo o momento e isto nos traz
realização pessoal, retorno profissional e social caso consigamos manter o
curso dos acontecimentos. O lado negro da força é que a economia e os mercados
dominam o modus vivendi das empresas e acabam detendo o controle de todo
o processo organizacional onde ignorarão os danos físicos, éticos e
psicológicos causados pelo excesso de pragmatismo e objetividade, em função
apenas dos resultados pretendidos e exigidos de quem trabalha. Quase igual ao
que o fisco e os bancos fazem com você, brasileiro. Afinal, ninguém chega aos
bilhões, se não quebrar alguns ovos… quer dizer, cobrar algumas taxas.
Uma solução para nossa espécie
é que, se atualmente vivemos em rede, interconectados, podemos multiplicar
esforços. Por isso, somente quando todos participam é que pode haver melhorias.
Mesmo que semeando idéias e falando do óbvio.
Luís Sérgio Lico é Palestrante,
Consultor e
Educador Corporativo. Doutorando em Filosofia, Mestre em Ética e
Especialista em Pedagogia Empresarial. Seu trabalho une ampla
experiência empresarial com aguda visão diagnóstica para estratégias
diferenciadas. Por isso, é considerado como um dos
palestrantes mais diferenciados da atualidade. Mais de
70.000 profissionais já estiveram em seus cursos e palestras em todo o Brasil
Diretor da Consultive Labs, Professor e ex-Coordenador Pedagógico dos cursos corporativos da Unisescon/Trevisan Escola de Negócios; Membro do GEP - Grupo de Excelência em Estratégia, Inovação e Planejamento do CRA/SP - Conselho Regional de Administração de São Paulo; Consultor em Educação Corporativa do Sindiclube; Professor de Pós-Graduação em Psicologia Organizacional, Gestão de Mudanças e Gestão de Pessoas e Designer de Conteúdos; Autor dos Livros: O Profissional Invisível, Fator Humano e Onde todo Homem é uma Pátria.
Diretor da Consultive Labs, Professor e ex-Coordenador Pedagógico dos cursos corporativos da Unisescon/Trevisan Escola de Negócios; Membro do GEP - Grupo de Excelência em Estratégia, Inovação e Planejamento do CRA/SP - Conselho Regional de Administração de São Paulo; Consultor em Educação Corporativa do Sindiclube; Professor de Pós-Graduação em Psicologia Organizacional, Gestão de Mudanças e Gestão de Pessoas e Designer de Conteúdos; Autor dos Livros: O Profissional Invisível, Fator Humano e Onde todo Homem é uma Pátria.
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